domingo, 24 de julho de 2016

A IMPORTÂNCIA EDUCACIONAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Este artigo tem o intuito de demonstrar a importância da conscientização dos empresários brasileiros, no sentido de que se comprometam com a mudança educacional de seus colaboradores. Sendo assim, eles devem buscar novas práticas educacionais e empresariais que valorizem os relacionamentos entre Capital e Trabalho e compartilhem de ideias, reflexões críticas, práticas sociais e ações políticas de seus colaboradores no meio social em que vivem. Vale ressaltar que para Freire (1994), “o homem tem vocação ontológica de ser um sujeito que age sobre o mundo e o transforma, por isso, todo ser humano é capaz de olhar criticamente o mundo num encontro dialógico com outros, mas, para isso, é necessário que a educação atue ao encontro desses pressupostos”. Conforme várias pesquisas realizadas pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) nos ultimos anos os problemas ocasionados pela deficiência da mão de obra geram enormes dificuldades para vários setores da economia com efeitos muitas vezes catastróficos.
As empresas brasileiras em vários segmentos podem ser ineficientes e onerosas no quesito produtividade devido à falta de mão de obra qualificada. Para atingir os objetivos produtivos e qualificar seus funcionários as empresas nacionais devem buscar através de modelos educacionais consolidados em empresas de renome tais como: “Amil, Unimed, Banco do Brasil” (RICARDO, 2007, p. 9).
Essas empresas colocaram em seus modelos de gestão as denominadas Universidades Corporativas UCs, onde desenvolvem programas de educação corporativa que tem como objetivo “conceber programas de educação continuada e gerir o desenvolvimento de competências dos colaboradores da empresa, estendendo suas ações a clientes, fornecedores e comunidade”. (idem, 2007, p. 9).
O caminho a ser percorrido para que se consiga treinar e desenvolver profissionais deve estar embasado na pedagogia empresarial, para que assim, com uma base pedagógica se alcance o objetivo de melhorar as competências dos profissionais, sanar as deficiências de mão de obra qualificada, atender a demanda mercadológica e finalmente conseguir transmitir aos seus funcionários métodos com que eles desenvolvam um olhar critico sobre os eventos que o cercam.
O mau desempenho na educação formal pode ser uma das causas pelo qual, o Brasil não consegue manter um nível de mão de obra qualificada que supra as necessidades mercadológicas, o que interfere de forma negativa na questão da competitividade das empresas brasileiras, mostrando que o país pode perder sua competitividade no mercado mundial.
[...] “É fundamental a interlocução com o empresariado brasileiro para termos uma mudança significativa na maneira como a educação é tratada, deixando de ser uma área de preocupação exclusiva de educadores para ser uma área importante para o setor produtivo. Esse evento faz parte de uma tomada de consciência e de um movimento de esclarecimento de um setor econômico de peso no Brasil e dá origem a uma série de outros movimentos. É um marco que o problema da educação tenha entrado na agenda estratégica do Brasil e que só sairá quando estiver resolvido.” IOSCHPE (2008).
Segundo Peter Drucker (1999, P. 198). [...] “Tradicionalmente a escola tem sido o lugar onde se aprende; e o emprego o lugar onde se trabalha. Porém essa linha irá se tornar cada vez mais indistinta. A escola será, cada vez mais, o lugar onde adulto continuam a aprender, mesmo que trabalhem em tempo integral. Eles voltarão à escola para um seminário de três dias, para um curso de fim de semana, para um programa intensivo de três semanas ou para frequentar cursos duas noites por semana, durante vários anos, até obter seu diploma”.
Na busca de novas alternativas de mudança de paradigmas os educadores devem procurar meios de se adaptar aos novos métodos de ensino, educando seus alunos para busca do sucesso empresarial e pessoal. Na entrevista abaixo fica claro as dificuldades apresentadas pelo mau desempenho que a educação formal tem provocado no mercado de trabalho, foi realizada no dia 18 de novembro de 2011 em Brasília onde o Sr.Gustavo Ioschpe presidente da G7 Investimentos concedeu à “Enfato” Comunicação Empresarial com exclusividade ao site da MBC “Movimento Brasil Competitivo”.
[...] “O mau desempenho na educação Interfere decisivamente porque estamos em um cenário mundial onde as economias são cada_vez_mais abertas e a diferenciação de competitividade se dá em termos de produção de bens e serviços de alto valor agregado, que são profundamente dependentes do capital humano. O Brasil, nos último 20 ou 30 anos, teve momentos de inércia e estagnação enquanto nos outros países do mundo, principalmente nos mais desenvolvidos, houve um movimento muito agressivo de qualificação das pessoas. Eles entenderam que a capacitação das pessoas é fundamental para a competitividade das empresas e dos países. Não vivemos mais em um sistema em que o importante é o investimento em capital físico. A questão da produtividade do país está profundamente associada com a questão do ensino e a carência educacional brasileira já se reflete na produtividade baixa do nosso trabalhador em relação aos de países mais desenvolvidos. Hoje, você precisa de 4,5 trabalhadores brasileiros para produzir o mesmo que um americano ou francês. Isso faz com que as empresas nacionais não consigam competir em igualdade com as empresas estrangeiras. Muito se falam de Custo Brasil, impostos, infraestrutura e câmbio, que são muito importantes, mas, no momento em que essas questões, que são relativamente mais simples, forem resolvidas, o Brasil não vai se tornar um país desenvolvido porque ele tem uma grande defasagem de pessoas”. IOSCHPE (2008).
Os profissionais voltados para Pedagogia Empresarial devem investir para que o processo de gestão focado no valor humano prevaleça, nesse sentido devem estabelecer em seus projetos de treinamento o desenvolvimento humano e consequentemente organizacional. Nesse sentido para que “as empresas ajudem na construção de uma sociedade competitiva os modelos de gestão devem valorizar seus talentos humanos e vejam esses talentos como sendo seu principal investimento”. (KNAPIK, 2001).
Em consonância com a mudança paradigmática que o mercado mundial nos impõe com a questão da produtividade e do tecnicismo é necessário pensar que o principal recurso econômico, de acordo com essa pesquisa, é o conhecimento que qualifica e instruí o homem. O trabalhador do conhecimento não será necessariamente aquele que opera um computador ou algum equipamento sofisticado, mas aquele que transforma os dados processados em beneficio para o cliente ou para a sociedade, sobretudo o trabalhador que alem de conhecer e operar uma tecnologia tenha comunicação e conscientização do conhecimento. Nesse sentido a tecnologia será apenas uma ferramenta à disposição do homem e não mais o elemento condicionador da atividade humana, no entanto, os processos educacionais como forma de assimilar conhecimentos específicos nas áreas profissionais e tecnológica se faz necessário à medida que o mercado de trabalho exige maior capacitação profissional. Com relação às inovações tecnológicas e criatividade profissional o sujeito só evolui e inova quando seus conhecimentos permitem que assim ele o faça. [...] “sem sujeitos inovadores, não há inovação e, nesse aspecto, a dimensão humana é a principal via inovadora; sujeitos inovadores são criativos, portanto a criatividade é condição para inovação; a criatividade é em boa parte, resultado de processos educativos que ocorrem no âmbito da família, a escola e no ambiente de trabalho” (SCHLEMM, 2006, p.39).
Para (DRUCKER, 1999, p. 191) [...] “O primeiro impacto da nova tecnologia de aprendizado será sobre a educação universal. Através dos tempos as escolas em sua maioria, gastaram tempos intermináveis tentando ensinar coisas que eram mais bem aprendidas do que ensinadas, isto e, coisas que são aprendidas de forma comportamental e por meio de exercícios, repetição e ‘feedback’’. Pertencem a essa categoria todas as matérias ensinadas no primeiro grau, mas também muitas daquelas ensinadas em estágios posteriores do processo educacional. Elas podem ser mais bem aprendidas por meio de programas de computadores. O professor motiva, dirige, incentiva. Na verdade, ele passa a ser um líder e um recurso”.
Olhando a situação pelo ângulo educacional o caminho a ser perseguido é a introdução de modelos educacionais que possam mudar o quadro visto nas pesquisas apresentadas, os caminhos apontados pelos educadores mostram que o trabalho educacional deve estar focado no homem, para que ele busque nesse contexto o conhecimento necessário a sua evolução não só como ser humano, mas também com um ser que interage com o universo que o cerca.
A educação baseada nos pressupostos do educador Paulo Freire, que se relaciona com a transformação do sujeito, pode contribuir no sentido de resgatar sua criticidade, uma vez que foi enfraquecida pelas ações das competições mercadológicas. Vale ressaltar que o homem, para Freire (1987), tem uma vocação ontológica de ser sujeito que age sobre o mundo e o transforma, mas, para isso, precisa de instrumentos adequados que o torne consciente de sua própria percepção da realidade para lidar criticamente com ela.
Ainda segundo o autor, um sujeito ativo e responsável é um sujeito de práxis, de ação e reflexão sobre seu mundo, que não pode ser compreendido fora de suas relações dialéticas, alguém que é sujeito e não objeto. Nesta critica fica a concepção da não validade de um processo educativo, onde o “Empresariado” não tem o objetivo de permitir ao cidadão o acesso a uma educação cognoscível, o “Funcionário” entra num estágio de alienação, o que Freire chama de anestesia, pois inibe o poder criador do “funcionário” (FREIRE, 1987).
Conforme Chiavenato (2008), a cultura organizacional consiste em padrões explícitos e implícitos de comportamentos adquiridos e transmitidos ao longo do tempo que constituem uma característica própria de cada empresa, nesse sentido, na busca de novas alternativas de mudança de paradigmas, as empresas devem procurar meios de se adaptar aos novos métodos de produção, educando e treinando seus colaboradores, para dessa forma alcançar o sucesso empresarial, e as mudanças culturais através de uma educação libertadora. Neste sentido terá em mãos a ferramenta mais importante que é o ser humano educado, capaz de criar conceitos para alçar voos cada vez mais altos. Ainda segundo o autor, “por meio da sua cultura a empresa impõe aos seus colaboradores expectativas e normas, condicionando-os dentro do limite, dos padrões, crenças, valores, costumes e pratica social da organização”. Idem (2008).
É interessante que as empresas busquem formas que levem a aplicabilidade de novos conceitos educacionais tais como as universidades corporativas.
[...] “A cada dia as empresas investem mais na aprendizagem organizacional e inserem em suas estruturas para realização dos programas de educação corporativa as denominadas universidades corporativas (UC). Embora no Brasil tenhamos percebido a expansão das UCs, em muitos países esta já é uma realidade” (RICARDO, 2007, p.8) esses processos podem levar o educando do futuro às práticas empresariais focadas no mundo corporativo, como empresas que praticam estes modelos em seu programa de treinamento podemos citar as [...] “As empresas estrangeiras localizadas no Brasil investem em educação corporativa, cases de sucesso como McDonald’s, Motorola e Fiat são enriquecedores, mais é importante destacar que diversas empresas brasileiras já desenvolvem atividades de educação corporativa, tais como Amil, Unimed, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Cia Vale do Rido Doce, Eletronorte, Petrobras, Rede Globo de Televisão, Telemar, Embratel, entre outras tantas” (idem, pág. 9).
(JUNQUEIRA, TAVARES, 2009) [...] “As novas exigências causam insegurança ao profissional que se vê obrigado a apresentar resultados positivos, sem que sua condição de trabalho e remuneração sejam compensadas. Por causa da precarização do trabalho docente nas escolas públicas, mais e mais pedagogos vêm procurando as organizações para oferecer seus serviços. As empresas vêm adotando uma preparação interna de seus funcionários para ocupar determinadas funções de liderança dentro das organizações e para isso os treinamentos se fundamenta em conceitos como o empirismo e o tecnicismo, a junção desses dois conceitos tanto o saber fazer como a experiência em fazer deve ser potencializada”.
Temos que enfocar formas que levam a aplicabilidade de novos conceitos educacionais aos ambientes corporativos a fim de que através desses processos possamos levar o educando do futuro às práticas empresarias que garantam maior competitividade, mostrando a importância educacional no âmbito empresarial e evidenciar como educadores renomados podem contribuir de maneira muito proficuas com suas experiências educacionais no campo da pedagogia empresarial.
O primeiro passo, para atender as necessidades de produção que atenda a demanda cada vez maior e com maior grau de qualidade exige a capacitação efetiva de seu grupo de profissionais, neste sentido temos que ter a responsabilidade para buscarmos métodos educativos que forneçam a capacitação necessária. Evidencia-se ao longo dos últimos anos o quão fragmentado é a capacitação do profissional que desenvolve trabalhos em empresas de pequeno e médio porte, o acesso à informação é caro e distante, por esse motivo as empresas têm a responsabilidade de reversão deste quadro caótio através de práticas educativas eficazes.

Referências Bibliográficas;
RICARDO, E. J. Gestão da educação corporativa. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. (Biblioteca Pearson).
KNAPIK, Janete. Gestão de Pessoas e Talentos, 3ª Ed. Curitiba, Ibepx, 2011.
CHIAVENATO, Idalberto. Os Novos Paradigmas: como as mudanças estão mexendo com as empresas, 5ª ed., Barueri, SP, Ed. Manoele, 2008.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 1987.
JUNQUEIRA, Eliana Vieira, TAVARES, Helenice Maria, Pedagogia Empresarial: Uma Função Técnica ou Ideológica? Disponível em: <http://www.catolicaonline.com.br> Acesso em 07 de abril de 2013
IOSCHPE, Gustavo. “A capacitação das pessoas é fundamental para a competitividade das empresas e dos países” Disponível em http://www.mbc.org.br . Acesso em 11de abril de 2013
DRUCKER, Peter. Sociedade pós-capitalista, São Paulo: Publifolha, 1999.
CNI, 2013 > Disponível em <http://www.economia.terra.com.br>, Falta de Mão de Obra qualificada afeta 65% das empresas, CNI, 2013 . Acesso em 28 de Outubro de 2013.
SCHLEMM, Marcos Mueller. Inovação em Ambientes Organizacionais, teorias, reflexões e prática, Editora Ibpex, Curitiba – PR, 2006.

Autor: Wagner Mendes Passos


Filósofo e pós-graduado em Pedagogia Empresarial.

sábado, 18 de junho de 2016

Todo comportamento ético nos conduz a uma participação mais útil para a sociedade”

A ética é uma atribuição inerente ao ser humano onde mostra através de seu conteúdo de conhecimentos discernir o que é certo ou errado, bem e mal e o que é permitido ou proibido, sendo que esses valores estão contidos em vários segmentos da sociedade como um todo. A partir do momento que o individuo tem consciência dos compromissos éticos que tem para consigo e para com o outro passa a agir em consonância com esses princípios. Neste sentido (ALENCASTRO, 2010) enfatiza; [...] “todas as pessoas possuem um senso ético e estão constantemente avaliando e julgando suas ações, que, quase sempre, não envolvem apenas o individuo, mas também as outras pessoas, que poderão sofrer as consequências do que este fizer”.
A importância sobre a ética faz me reviver um passado onde os valores morais religiosos vividos na época tinham um código moral baseado nos princípios religiosos onde quase tudo era proibido com pena de sermos conduzidos a condição de pecadores, e, portanto a perda da condição de cidadão honrado. O tempo foi passando e esses valores foram modificados ou substituídos por outros valores até que hoje possuo um conceito mais elaborado com relação a princípios éticos. A ética é um conjunto de valores elaborados e condicionados em um código de comportamentos que visam o comprometimento com normas, procedimentos, avaliações que estão de acordos com as leis do país em que estou vivendo. Além desses valores existem os conceitos éticos universais cujos procedimentos escolhidos como principio de vida definem a boa convivência com o próximo. Inseridos nesses valores podemos citar o respeito aos nossos semelhantes e ao mundo que nos rodeia, neste sentido incluimos a fauna a flora e tudo que pode dar sustentabilidade ao nosso planeta e a vida na Terra.
Temos a priori que nos comportar de maneira tal qual possa ser bom e útil para a comunidade que pertencemos, e esta comunidade hoje tem um aspecto muito mais amplo e relevante que tínhamos num passado não muito distante. Hoje estamos inseridos num mundo globalizado, um mundo de inclusão, comportamental, ambiental, religioso, político e social, nos colocamos abertos a este mundo através de nossos contatos, sejam de forma virtual ou pessoal e em ambas as situações temos que respeitar o outro da mesma forma que queremos ser respeitados. Nesse contexto o código de conduta ética e moral entram em ação de forma muito mais ampla do que ocorria no passado.
Analisando pelo lado Kantiano tem-se que a ética deve nos conduzir a realização plena do puro dever e só alcançamos este grau de plenitude agindo de forma boa e útil respeitando o outro, agindo com comprometimento e respeito a tudo que nos cerca.
Para Kant [...] “todas as éticas que se fundam sobre conteúdos comprometem a autonomia da vontade, implicam uma dependência dela e em relação às coisas e, portanto, comportam a heteronomia da vontade; em particular, segundo Kant é heterônoma toda ética que se fundamente sobre a "busca da felicidade" (eudemonismo), porque introduz fins "materiais". O homem deve, portanto, agir não para obter a felicidade, mas unicamente pelo puro dever. Todavia, agindo pelo puro dever, o homem se torna "digno de felicidade". (REALE, G., ANTISSERI D. 2005, p. 346)

Podemos concluir que a ética pode nos conduzir as condições pelas quais nos proporcionam um estilo de vida mais útil e consequentemente mais feliz e isso pode ser alcançado através do respeito ao próximo, respeito às leis e principalmente respeito a nós mesmo. Aprendendo a nos respeitar iniciamos o processo de respeitar o outro como a nós mesmos, desta forma estaremos comprometidos com o puro dever.

BIBLIOGRAFIAS:

REALE, Giovanni, ANTISSERI, Dario, Historia da Filosofia de Spinoza a Kant, SP, Paulus, 2005.


ALENCASTRO, Mario Sergio Cunha, Ética Empresarial, Curitiba, Ibex, 2010.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

MAÇONARIA, VEÍCULO EFICAZ DO ILUMINISMO




Autor: Wagner M. Passos

O Objetivo principal deste pequeno artigo é mostrar o quanto a maçonaria influenciou o movimento Iluminista o qual entendo como uns dos maiores momentos da história mundial ancorado na Liberdade, Igualdade e Fraternidade entre os povos.

[...] O iluminismo é a filosofia hegemônica da Europa no século XVIII. Inserindo- se em tradições diversas e não formando um sistema compacto de doutrinas, o iluminismo se configura como um articulado movimento filosófico, pedagógico e político que captura progressivamente as classes cultas e a burguesia em ascensão nos diversos países europeus. A característica fundamental do movimento iluminista consiste em uma decidida confiança na razão humana, cujo desenvolvimento é visto como o progresso da humanidade, e em um desinibido uso crítico da razão dirigido: 
 
a) a 1ibertagaçãoo em relação aos dogmas metafísicos, aos pré-conceitos morais, as superstições religiosas, as relações desumanas o entre os homens, as tiranias políticas;

b) à defesa do conhecimento cientifico e técnico e dos inalienáveis direitos naturais do homem e do cidadão. (REALE, ANTISERI pag. 219)

A Maçonaria foi um veiculo eficaz do Iluminismo, surgida em Londres em 1717, logo virou moda na Europa, foram maçons Goethe e Mozart, Voltaire e Diderot, Franklin e Casanova. A primeira maçonaria londrina correspondeu às exigências de paz e tolerância de uma Inglaterra recém-saída de profundos contrastes políticos e religiosos. Já a maçonaria do mundo latino mostrou-se mais agressiva e anticlerical. E, no entanto, ela se desenvolveu baseando-se em princípios profundamente iluministas, como a fim da dogmática em um Deus único (foram precisamente os iluministas que difundiram a rejeição pelo termo "dogma"), a educação da humanidade, a amizade tolerante entre homens de culturas diversas. As primeiras Constituições da Maçonaria, publicadas por James Anderson em 1723, declaravam que um maçom tem a obrigação que, em virtude do seu titulo, de obedecer a lei moral; e, se bem compreender a arte, nunca será um estúpido ateu, nem um libertino sem religião". Mas acrescentava: "Nos tempos antigos, os maçons (quer dizer, os pedreiros medievais, pertencentes as corporações de oficio) eram obrigados em cada pais a professar a religião de sua pátria ou naquela, qualquer que fosse. Mas hoje, deixando-os com suas opiniões particulares, é mais adequado seguir a religião sobre a qual todos os homens estão de acordo: “ela consiste em serem bons, sinceros, modestos e pessoas de honra, qualquer que seja o credo que os distingue”. A Igreja logo condenou a maçonaria (1738), nela percebendo a rejeição daquelas proposições dogmáticas (entendidas como verdades de fé) que considerava básicas para o cristianismo. Entretanto, a condenação papal teve êxito apenas limitado. (REALE, ANTISERI PG 254,255).

François Marie Arouet – conhecido como Voltaire teve enorme valor no iluminismo, escritor, ensaísta, deísta, filósofo e iluminista Frances, nasceu eu 21/11/1694 e faleceu em 30/05/1778, figura extremamente controversa e um anticristão fervoroso.
Ficou conhecido pelas suas ideias de liberdades civis, inclusive pela liberdade religiosa e livre comércio, um dos pensadores de relevada importância nas Revoluções Francesa e Americana.
Foi iniciado na Maçonaria em 07/03/1778 mesmo ano de sua morte, numa das cerimônias mais brilhantes da história maçônica mundial, na loja Les Neuf Soeurs em Paris, foi iniciado o octogenário Voltaire apoiado pelos braços de Benjamim Franklim, atual embaixador dos EUA na França nesta data. Esta seção foi dirigida pelo então Venerável Mestre Lalande na presença de 250 irmãos. O venerável ancião, orgulho da Europa foi revestido com o avental que pertenceu a Helvetius e que fora cedido pela sua viúva. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Voltaire)

[...] “Les Neuf Soeurs ( As nove Irmãs) Loja Maçônica francesa GOF em Paris, Foi fundada em 1776 por Jérôme de Lalande, teve grande influencia na organização do apoio Frances à Revolução Americana”.
Claude Adrien Helvétius 26/02/1715 a 26/12/1771 filosofo e literato Frances.
Anticlericalismo publicou o livro Obra filosófica Do Espírito, devido sobretudo ao seu anticlericalismo, o livro foi condenado por uma carta apostólica do papa Clemente XIII em 1759, com isso Helvétius resolveu nada mais publicar.
Benjamim Franklim, nascido em Boston 17/01/1706 e falecido em Filadélfia em 17/04/1790, foi jornalista, edito, autor, filantropo, abolicionista, funcionário público, diplomata, inventor.

Voltaire não duvidava da existência de Deus e considerava o como o grande engenheiro; que idealizou, criou e regulou o denominado mundo, para ele Deus criou e ordenou o universo, porém, a história é assunto dos homens. Nisto fica claro o conceito deísta de Voltaire, alguém que admite a ideia de Deus, mais não concorda com aquele Deus que pune, favorece e perdoa. Em virtude desta posição, condena o ateísmo e considera um monstro muito perigoso.
Para o deísta a existência de Deus não se baseia na fé, e sim no resultado da razão, enquanto que a fé e superstição que vai alem da adoração de um ser supremo (RELAE, ANTISERI, pag. 255)

[...] Deísmo, era uma crença popular da época, uma filosofia religiosa que afirma que existe um Deus que é uma entidade impessoal, não sendo controladora, detalhista e frequentemente perverso, Deus Cristão.

Voltaire acreditava em Deus e proclamou “Se Deus não existe seria necessário inventa-lo, porem, toda natureza proclama que ele existe”(RELAE, ANTISERI, pag. 255)


Bibliografia;
REALE Giovanni, ANTISERI Dario, Historia da Filosofia V.4 Ed. Paulus, SP, 2005
MANNIO, James, O Livro completo da Filosofia Ed. Madras, SP, 2008.











sexta-feira, 2 de janeiro de 2015



MEDITAÇÕES DE DESCARTES



Na obra de Descartes o pensador busca através de suas Meditações a o entendimento da existência de Deus.

Meditações metafísicas, ou Meditações sobre a filosofia primeira, são demonstradas a existência de Deus e a distinção entre mente e corpo

Descartes escreve Meditações, nesse período vivia na Holanda uma terra considerada de tolerância e liberdade. Era filho de um conselheiro do Parlamento Britânico, e apesar de conhecer as atividades do pai, em Meditações da Primeira a Sexta observa-se um desenvolvimento de duvidas, nesta obra Descartes afirma que tudo que tem ou passou pelos sentidos lhe é inato. Então, duvidar de tudo que tem e tudo que um homem pode ter é duvidar dos sentidos e da razão (a imaginação estaria subordinada aos sentidos). O que veio pelos sentidos, teria sua primeira morada no exterior à sua alma, o que não veio pelos sentidos e, no entanto, está em sua alma, teria vindo junto com ele ao mundo – seria um conjunto de crenças inatas.

“Descartes inicia sua obra questionando tudo o que lhe fora ensinado pelos professores, pelos livros, pelas viagens, pelo convívio com outras pessoas, e conclui que tudo que teve a oportunidade de aprender tudo que conhecia era duvidoso e incerto”

[...] “Decide, então, não aceitar nenhum desses conhecimentos, a menos que pudesse provar racionalmente que eram certos e dignos de confiança. Para isso, submete todos os conhecimentos existentes em sua época e os seus próprios a um exame crítico conhecido como dúvida metódica, declarando que só aceitará um conhecimento, uma ideia, um fato ou uma opinião se, passados pelo crivo da dúvida, revelarem-se indubitáveis para o pensamento puro.” (CUAI, pag. 115)

Da Meditação Primeira;

“Das coisas que se podem colocar em dúvida”

[...] “Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras; e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados, não podia ser senão mui duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, "'desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas ciências”

Nesse momento coloca em duvida a respeito dos ensinamentos que receberá em sua vida, levando a questionar os ser verdadeiros valores.

Da Meditação Segunda;

“Da Natureza do Espírito Humano; e de como ele é mais fácil de conhecer do que o corpo”.

Na Segunda Meditação Descartes fala sobre a certeza da própria existência, a certeza que prevalece sobre qualquer dúvida:

Convenci-me de que não existe Nanda no mundo, nem céu nem terra, nem mente nem corpo. Isto implica que também eu não exista? Não: se existe algo de que eu esteja realmente convencido é de minha própria existência. Mas existe um enganador de poder e astúcia supremos, que está deliberada e constantemente me confundindo. Neste caso, e mesmo que o enganador me confunda, sem dúvida eu também devo existir… a proposição "eu sou", "eu existo", deve ser necessariamente verdadeira para que eu possa expressá-la, ou para que algo confunda minha mente.

(DESCARTES, pag.136).


Da Meditação Terceira;

“ De Deus; que ele existe”.

[...]”A Meditação que fiz ontem encheu-me o espírito de tantas dúvidas, que doravante não está mais em meu alcance esquece-Ias. E, no entanto, não vejo de que maneira poderia resolvê-las; e, como se de súbito tivesse caído em águas muito profundas, estou de tal modo surpreso que não posso nem firmar meus pés no fundo, nem nadar para me manter à tona”.(DESCARTES, pag 124)

[...] Fecharei agora os olhos, tamparei meus ouvidos, desviar-me-ei de todos os meus sentidos, pagarei mesmo meu pensamento todas as imagens de coisas corporais, ou ao menos, uma vez mal se pode fazê-lo reputá-las-ei como vãs e como falsas; e assim, entretendo-me apenas comigo mesmo e considerando meu interior, empreenderei torna-me pouco á pouco a mim mesmo. (DESCARTES, pag.136).

Através da duvida e do processo meditativo vai construindo o que veio a da Meditação Terceira, onde através do cogito vai construindo as provas da existência de Deus.

[...] “Haverá algo por mais claro e mais manifesto do que pensar que há um Deus, isto, é um ser soberano e perfeito, em cuja ideia, e somente nela, a existência necessária ou eterna está incluída, por conseguinte, que existe?” (DESCARTES pg, 177).

Esse pensamento sobre a existência de Deus, construído através da razão e pelo processo da duvida, leva consequentemente a prova da existência de Deus fazendo comparações das coisas visíveis da natureza como a Geometria, os números, e o próprio ser. Reconhece como ser imperfeito e que a perfeição através de seu “cogito” é propriedade de Deus





BIBLIOGRAFIAS:



DESCARTES, Renê, Obra Escolhida, tradução de GUINSBURG e PRADO Bento Junior, 3ª Ed, 1994, Edit. Bertrand Br, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.






CHAUI, Marilena, Convite à Filosofia, Ed. Ática, SP, 2000

LÓGICA E CONHECIMENTO


O matemático, Bertrand Russell (1872-1970) foi autor de uma das obras mais intrincadas do século XX Durante a maior parte da vida, ele escreveu e publicou um grande número de livros de divulgação científica entre eles um guia da Teoria da Relatividade, do físico Albert Einstein, e uma história da Filosofia ocidental. Além disso, tornou-se um conhecido através do pensamento lógico aplicado a educação.
Russel defendia o valor do conhecimento por si mesmo tendo com base a ideia de que ele se faz se presente na constituição do individuo e isso faz com que modifique a relação com o mundo
Em Ensaio em Lógica e Conhecimento Russell diz; [...] “Entendo por "expressão denotativa" qualquer uma das seguintes expressões: um homem, algum homem, qualquer homem, cada homem, todos os homens, o atual rei da Inglaterra, o atual rei da França, o centro de massa do sistema solar no primeiro instante do século XX, a revolução da Terra ao redor do Sol, a revolução do Sol ao redor da Terra. Por conseguinte, uma expressão é denotativa unicamente devido a sua forma” (REALE, ANTISSERI, 2005).

A lógica Aristotélica não era plenamente formal, apresentava indiferença aos conteúdos e preposições e à operações intelectuais do conhecimento. Na lógica Contemporânea procura tornar-se puramente simbolismo do tipo matemático

[...] “Assim, como o matemático lida com objetos que foram construídos pelas próprias operações matemáticas, de acordo com princípios e regras prefixados e aceitos por todos, assim também o lógico elabora os símbolos e as operações que constituem o objeto lógico por excelência, a proposição. O lógico indaga que forma deve possuir uma proposição para que:
a) seja-lhe atribuída o valor de verdade ou falsidade;
b) represente a forma do pensamento; e
c) represente a relação entre pensamento, linguagem e realidade” (CHAUI, 2000).
Russel define três casos para expressão denotativa:

1) Uma expressão pode ser denotativa e, todavia, não denotar nada; por exemplo, “o atual rei da França”.
2) Uma expressão pode denotar um objeto definido; por exemplo, “o atual rei da Inglaterra” denota um certo homem.
3) Uma expressão pode denotar de maneira ambígua; por exemplo, “um homem” não denota muitos homens, mas um homem ambíguo. A interpretação de tais expressões é um assunto de considerável dificuldade; com efeito, é muito difícil construir qualquer teoria não suscetível de refutação formal. Todas as dificuldades de que tenho conhecimento.
Podemos encontra as referencias aos conceitos donativos quando Russel define que:

[...] Os, conceitos denotativos também pretendem explicar o funcionamento dos quantificadores. Assim, um outro uso da detonação estaria, por exemplo, na preposição “encontrei um homem”, que não fala sobre o conceito "um homem", mas sobre um indivíduo particular que realmente encontrei, como um objeto que é denotado sem ambiguidade por esse conceito e não é constituinte da proposição. Os conceitos denotativos são, pois, os constituintes de proposições que falam sobre objetos que, por alguma razão, não são ou não podem ser seus constituintes. Essas proposições falam indiretamente sobre esses objetos denotados, pois falam deles por intermédio de conceitos denotativos, que são seus constituintes. Esses objetos podem abranger o singular e o plural, e mesmo ser ambiguamente denotados. Russell vai admitir que o objeto denotado por "algum homem" pode revelar-se paradoxal, em cuja determinação está envolvida toda a raça humana, que existiu, existe e existirá. (RUSSELL, Pesadores, 1ª Ed.).

[...] Suponhamos agora, que queiramos interpretar a proposição “eu encontrei um homem”. Se isto for verdade, encontrei algum homem definido; mas se isto não é o que afirmo. O que afirmo é, de acordo com a teoria que defendo:
“’Eu encontrei x, e x é humano’ não é sempre falsa”.
Geralmente, definindo a classe dos homens como classe de objetos que tem o predicado humano, dizemos que:
“C(um homem)” significa “’C(x) e x é humano’ nem sempre é falsa”. Isto deixa “um homem”, por si própria, completamente destituída de significado, mas atribui um significado a cada proposição em cuja expressão verbal “um homem” ocorra. (RUSSELL, Pensadores, 1ª Ed.)
Russell liberta-se do idealismo, diz o filosofo que leu Kant e Hegel bem como leu a lógica de Bradley, o qual foi fortemente influenciado. Durante alguns anos foi discípulo de Bradley, porém, mudou seus pontos de vista devido as argumentações de Moore. Bradley sustentava que qualquer coisa que o senso comum crê é mera aparência. Russell e Moore passam para o extremo oposto , passam a pensar que é real qualquer coisa que o senso comum, não influenciado pela religião e filosofia supõe que seja real.
[...] Com a sensação de escapar de uma prisão, nos permitimos que o sol e as estrelas existiriam ainda que ninguém tivesse consciência de sua existência. [...] E foi assim que o mundo que até então fora sutil e lógico, de repente tornou se rico, variado e sólido. (REALE, ANTISSERI, pag. 296)

BIBLIOGRAFIAS:


CHAUI, Marilena, Convite a Filosofia, Ed. Ática, SP, 2000.

REALE, G, ANTISSERI, D, História da Filosofia V5, Ed. Paulus, SP, 2005

Corrêa Moreira, Mestre Lógica e Metafísica UFRJ






DEFINIÇÃO FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA


A leitura de MONDIM aprofunda-se mais numa relação de maior intensidade entre os fatos levantados pelo o autor, tais como os fatores relativos à cultura, liberdade, ao espírito, a relação imagem de Deus, e o valores absolutos.
Para o autor de Definição Filosófica da Pessoa Humana pode-se entender com uma série de condições leva-nos a entender o homem em sua plenitude com uma analise critica do homem como ser cultural onde ele através desse processo interage com o mundo em que vive.
[...] Grande parte do que nós possuímos e que fazemos desde criança não é fruto da naturcía, mas sim da cultura. Essa é a característica mais destacável, aquela que mais distingue o homem dos animais e das plantas (MONDIM). É pelo processo cultural que o homem se aproxima uns dos outros, que muda essencialmente o mundo que o cerca, ora transformando em um mundo melhor, ora transformando em um mundo pior, mais sempre com a intenção de muda-lo para uma sociedade mais feliz. Ainda colocando o pensamento do autor “sem cultura não é possível existir nem a pessoa individualmente, nem o grupo social”.
Através da relação do homem em busca da Liberdade sabemos que o homem nasce livre e através da condição deste com a sociedade vai se comprometendo com o mundo e obrigatoriamente se afastando da condição de liberdade sendo determinado pelo aspectos da sociedade em que vive o que fica é a liberdade do intelecto, do conhecimento e da vontade.
[...] “Na liberdade confluem as melhores energias do homem, que são o conhecimento e a vontade. O ato livre não é um ato cego, instintivo, mas é um ato de vontade iluminada pela razão. “Como disse São Tomás: o ato livre requer duas condições; o consilium ou o judicium que cabe ao intelecto e a electio, escolha, que pertence a verdade”.(MONDIN).
Outra condição explorada refere-se a condição do espírito, esta condição é a que difere o homem dos demais animas e do reino vegetal esta é a condição que faz do homem aquele que tem a capacidade de interferir e mudar o que esta a sua volta nesse aspecto.
[...] Da espiritualidade do ser profundo do homem a que costumamos dar o nome de anima, existem muitos indícios: a autoconsciência, a reflexão, contemplação, o colóquio, a adoração, a auto transcendência etc.. (MONDIN) para o autor o espírito só espírito se é livre.

Radhacrishnan, máximo filósofo indiano do século XX, escreveu:
O verdadeiro humanismo nos ensina que existe no homem alguma coisa de maior do que aquilo que aparece à sua consciência ordinária, algo que gera ideias e pensamentos, uma presença espiritual mais sutil, que o torna insatisfeito de suas conquistas puramente terrenas (apud MONDIN).
A imagem de Deus “ O Homem é teomorfo” esses ensinamentos partem dos Padres da Igreja Escolástica seguindo as ideia de Platão e levada para Igreja Cristã através de Boaventura e São Tomás, onde trás que o homem é a imagem e semelhança de Deus definindo o homem é um projeto uma obra acabada, sendo a maior obra de arte onde não encontra semelhança nos animais, nas plantas e nem mesmo nos astros.
[...]” O modelo, sobre o qual o homem deve decalcar o desenho da sua própria personalidade, não pode encontrá-lo nas criaturas inferiores: nem nas plantas, nem nos animais, nem nos astros. Nem mesmo no melhor dos outros homens, porque por mais que possa ser bom, inteligente, sábio, forte, santo, os homens são sempre dotados de uma humanidade imperfeita. De resto, a humanidade primitiva não pode avaliar-se pela exemplaridade de nenhum outro ser humano. O único modelo adequado à inspiração de infinitude do homem, encontra-se inscrito na própria espiritualidade”.
Valores absolutos, o homem a partir deste prisma é visto através da sua dignidade de seu caráter, ou seja, de seus valores esta condições que nos coloca o autor sobre o ser humano inserido no conceito de valores absolutos.
[...] A interpretação teocêntrica e teomórfica da realidade humana é a única capaz de explicar e fundar o valor absoluto da pessoa. Porque, com efeito, não se compreende, nem se sustenta, o valor absoluto da pessoa humana até que não se alcance a sua fonte, o Absoluto Valor. Ele é o valor que valoriza e que consagra definitivamente, para a eternidade, o absoluto valor homem. De outro lado, afirmar que o homem é um valor absoluto e reconhecer nele valores absolutos (verdade, bondade, justiça, sabedoria, amor etc.) como ideais que se realizam, sem admitir o Valor primeiro subsistente, é um admitir, contraditoriamente, o divino sem Deus. (MONDIN).

[...] Infelizmente o homem, em nome da liberdade, submeteu-se à necessidade e ao consumo desenfreado. Essa autolimitação deformou seu humanismo, que o elevava por cima das coisas.

Através dos conceitos analisados relativos à cultura, liberdade, ao espírito, a relação imagem de Deus, e o valores absolutos onde colocamos (verdade, bondade, justiça, sabedoria, amor). O ser humano só pode ser considerado um ser humano verdadeiro, quando permite que essas condições de valores façam parte do se cotidiano, principalmente no que diz respeito ao amor ao próximo e se colocar sempre no lugar do outro quando da tomada de uma decisão.
Porém muito nos entristece quando vemos o homem dominado pelas mazelas do mundo contemporâneo onde só o consumismo interessa, não tendo olhos para as belezas dos conceitos aqui colocados.

BIBLIOGRAFIAS:

MONDIN, Battista, Definição Filosófica da Pessoa Humana ,