domingo, 22 de janeiro de 2017
domingo, 15 de janeiro de 2017
domingo, 24 de julho de 2016
A IMPORTÂNCIA EDUCACIONAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS
Este
artigo tem o intuito de demonstrar a importância da conscientização
dos empresários brasileiros, no sentido de que se comprometam com a
mudança educacional de seus colaboradores. Sendo assim, eles devem
buscar novas práticas educacionais e empresariais que valorizem os
relacionamentos entre Capital e Trabalho e compartilhem de ideias,
reflexões críticas, práticas sociais e ações políticas de seus
colaboradores no meio social em que vivem. Vale ressaltar que para
Freire (1994), “o homem tem vocação ontológica de ser um sujeito
que age sobre o mundo e o transforma, por isso, todo ser humano é
capaz de olhar criticamente o mundo num encontro dialógico com
outros, mas, para isso, é necessário que a educação atue ao
encontro desses pressupostos”. Conforme várias pesquisas
realizadas pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) nos
ultimos anos os problemas ocasionados pela deficiência da mão de
obra geram enormes dificuldades para vários setores da economia com
efeitos muitas vezes catastróficos.
As
empresas brasileiras em vários segmentos podem ser ineficientes e
onerosas no quesito produtividade devido à falta de mão de obra
qualificada. Para atingir os objetivos produtivos e qualificar seus
funcionários as empresas nacionais devem buscar através de modelos
educacionais
consolidados
em empresas de renome tais como: “Amil, Unimed, Banco do Brasil”
(RICARDO, 2007, p. 9).
Essas empresas colocaram em seus
modelos de gestão as denominadas Universidades Corporativas UCs,
onde desenvolvem programas de educação corporativa que tem como
objetivo “conceber programas de educação continuada e gerir o
desenvolvimento de competências dos colaboradores da empresa,
estendendo suas ações a clientes, fornecedores e comunidade”.
(idem, 2007, p. 9).
O
caminho a ser percorrido para que se consiga treinar e desenvolver
profissionais deve estar embasado na pedagogia empresarial, para que
assim, com uma base pedagógica se alcance o objetivo de melhorar as
competências dos profissionais, sanar as deficiências de mão de
obra qualificada, atender a demanda mercadológica e finalmente
conseguir transmitir aos seus funcionários métodos com que eles
desenvolvam um olhar
critico sobre os eventos que o cercam.
O mau desempenho na educação
formal pode ser uma das causas pelo qual, o Brasil não consegue
manter um nível de mão de obra qualificada que supra as
necessidades mercadológicas, o que interfere de forma negativa na
questão da competitividade das empresas brasileiras, mostrando que o
país pode perder sua competitividade no mercado mundial.
[...]
“É fundamental a interlocução com o empresariado brasileiro para
termos uma mudança significativa na maneira como a educação é
tratada, deixando de ser uma área de preocupação exclusiva de
educadores para ser uma área importante para o setor produtivo. Esse
evento faz parte de uma tomada de consciência e de um movimento de
esclarecimento de um setor econômico de peso no Brasil e dá origem
a uma série de outros movimentos. É um marco que o problema da
educação tenha entrado na agenda estratégica do Brasil e que só
sairá quando estiver resolvido.” IOSCHPE (2008).
Segundo Peter Drucker (1999, P.
198). [...] “Tradicionalmente a escola tem sido o lugar onde se
aprende; e o emprego o lugar onde se trabalha. Porém essa linha irá
se tornar cada vez mais indistinta. A escola será, cada vez mais, o
lugar onde adulto continuam a aprender, mesmo que trabalhem em tempo
integral. Eles voltarão à escola para um seminário de três dias,
para um curso de fim de semana, para um programa intensivo de três
semanas ou para frequentar cursos duas noites por semana, durante
vários anos, até obter seu diploma”.
Na busca de novas alternativas de
mudança de paradigmas os educadores devem procurar meios de se
adaptar aos novos métodos de ensino, educando seus alunos para busca
do sucesso empresarial e pessoal. Na entrevista abaixo fica claro as
dificuldades apresentadas pelo mau desempenho que a educação formal
tem provocado no mercado de trabalho, foi realizada no dia 18 de
novembro de 2011 em Brasília onde o Sr.Gustavo Ioschpe presidente da
G7 Investimentos concedeu à “Enfato” Comunicação Empresarial
com exclusividade ao site da MBC “Movimento Brasil Competitivo”.
[...]
“O mau desempenho na educação Interfere decisivamente porque
estamos em um cenário mundial onde as economias são cada_vez_mais
abertas e a diferenciação de competitividade se dá em termos de
produção de bens e serviços de alto valor agregado, que são
profundamente dependentes do capital humano. O Brasil, nos último 20
ou 30 anos, teve momentos de inércia e estagnação enquanto nos
outros países do mundo, principalmente nos mais desenvolvidos, houve
um movimento muito agressivo de qualificação das pessoas. Eles
entenderam que a capacitação das pessoas é fundamental para a
competitividade das empresas e dos países. Não vivemos mais em um
sistema em que o importante é o investimento em capital físico. A
questão da produtividade do país está profundamente associada com
a questão do ensino e a carência educacional brasileira já se
reflete na produtividade baixa do nosso trabalhador em relação aos
de países mais desenvolvidos. Hoje, você precisa de 4,5
trabalhadores brasileiros para produzir o mesmo que um americano ou
francês. Isso faz com que as empresas nacionais não consigam
competir em igualdade com as empresas estrangeiras. Muito se falam de
Custo Brasil, impostos, infraestrutura e câmbio, que são muito
importantes, mas, no momento em que essas questões, que são
relativamente mais simples, forem resolvidas, o Brasil não vai se
tornar um país desenvolvido porque ele tem uma grande defasagem de
pessoas”. IOSCHPE (2008).
Os profissionais voltados para
Pedagogia Empresarial devem investir para que o processo de gestão
focado no valor humano prevaleça, nesse sentido devem estabelecer em
seus projetos de treinamento o desenvolvimento humano e
consequentemente organizacional. Nesse sentido para que “as
empresas ajudem na construção de uma sociedade competitiva os
modelos de gestão devem valorizar seus talentos humanos e vejam
esses talentos como sendo seu principal investimento”. (KNAPIK,
2001).
Em consonância com a mudança
paradigmática que o mercado mundial nos impõe com a questão da
produtividade e do tecnicismo é necessário pensar que o principal
recurso econômico, de acordo com essa pesquisa, é o conhecimento
que qualifica e instruí o homem. O trabalhador do conhecimento não
será necessariamente aquele que opera um computador ou algum
equipamento sofisticado, mas aquele que transforma os dados
processados em beneficio para o cliente ou para a sociedade,
sobretudo o trabalhador que alem de conhecer e operar uma tecnologia
tenha comunicação e conscientização do conhecimento. Nesse
sentido a tecnologia será apenas uma ferramenta à disposição do
homem e não mais o elemento condicionador da atividade humana, no
entanto, os processos educacionais como forma de assimilar
conhecimentos específicos nas áreas profissionais e tecnológica se
faz necessário à medida que o mercado de trabalho exige maior
capacitação profissional. Com relação às inovações
tecnológicas e criatividade profissional o sujeito só evolui e
inova quando seus conhecimentos permitem que assim ele o faça. [...]
“sem sujeitos inovadores, não há inovação e, nesse aspecto, a
dimensão humana é a principal via inovadora; sujeitos inovadores
são criativos, portanto a criatividade é condição para inovação;
a criatividade é em boa parte, resultado de processos educativos que
ocorrem no âmbito da família, a escola e no ambiente de trabalho”
(SCHLEMM, 2006, p.39).
Para
(DRUCKER, 1999, p. 191) [...] “O primeiro impacto da nova
tecnologia de aprendizado será sobre a educação universal. Através
dos tempos as escolas em sua maioria, gastaram tempos intermináveis
tentando ensinar coisas que eram mais bem aprendidas do que
ensinadas, isto e, coisas que são aprendidas de forma comportamental
e por meio de exercícios, repetição e ‘feedback’’. Pertencem
a essa categoria todas as matérias ensinadas no primeiro grau, mas
também muitas daquelas ensinadas em estágios posteriores do
processo educacional. Elas podem ser mais bem aprendidas por meio de
programas de computadores. O professor motiva, dirige, incentiva. Na
verdade, ele passa a ser um líder e um recurso”.
Olhando a situação pelo ângulo
educacional o caminho a ser perseguido é a introdução de modelos
educacionais que possam mudar o quadro visto nas pesquisas
apresentadas, os caminhos apontados pelos educadores mostram que o
trabalho educacional deve estar focado no homem, para que ele busque
nesse contexto o conhecimento necessário a sua evolução não só
como ser humano, mas também com um ser que interage com o universo
que o cerca.
A educação baseada nos
pressupostos do educador Paulo Freire, que se relaciona com a
transformação do sujeito, pode contribuir no sentido de resgatar
sua criticidade, uma vez que foi enfraquecida pelas ações das
competições mercadológicas. Vale ressaltar que o homem, para
Freire (1987), tem uma vocação ontológica de ser sujeito que age
sobre o mundo e o transforma, mas, para isso, precisa de instrumentos
adequados que o torne consciente de sua própria percepção da
realidade para lidar criticamente com ela.
Ainda segundo o autor, um sujeito
ativo e responsável é um sujeito de práxis, de ação e reflexão
sobre seu mundo, que não pode ser compreendido fora de suas relações
dialéticas, alguém que é sujeito e não objeto. Nesta critica fica
a concepção da não validade de um processo educativo, onde o
“Empresariado” não tem o objetivo de permitir ao cidadão o
acesso a uma educação cognoscível, o “Funcionário” entra num
estágio de alienação, o que Freire chama de anestesia, pois inibe
o poder criador do “funcionário” (FREIRE, 1987).
Conforme
Chiavenato (2008), a cultura organizacional consiste em padrões
explícitos e implícitos de comportamentos adquiridos e transmitidos
ao longo do tempo que constituem uma característica própria de cada
empresa, nesse sentido, na busca de novas alternativas de mudança de
paradigmas, as empresas devem procurar meios de se adaptar aos novos
métodos de produção, educando e treinando seus colaboradores, para
dessa forma alcançar o sucesso empresarial, e as mudanças culturais
através de uma educação libertadora. Neste sentido terá em mãos
a ferramenta mais importante que é o ser humano educado, capaz de
criar conceitos para alçar voos cada vez mais altos. Ainda
segundo o autor, “por meio da sua cultura a empresa impõe aos seus
colaboradores expectativas e normas, condicionando-os dentro do
limite, dos padrões, crenças, valores, costumes e pratica social da
organização”. Idem (2008).
É interessante que as empresas
busquem formas que levem a aplicabilidade de novos conceitos
educacionais tais como as universidades corporativas.
[...] “A cada dia as empresas
investem mais na aprendizagem organizacional e inserem em suas
estruturas para realização dos programas de educação corporativa
as denominadas universidades corporativas (UC). Embora no Brasil
tenhamos percebido a expansão das UCs, em muitos países esta já é
uma realidade” (RICARDO, 2007, p.8) esses processos podem levar o
educando do futuro às práticas empresariais focadas no mundo
corporativo, como empresas que praticam estes modelos em seu programa
de treinamento podemos citar as [...] “As empresas estrangeiras
localizadas no Brasil investem em educação corporativa, cases de
sucesso como McDonald’s, Motorola e Fiat são enriquecedores, mais
é importante destacar que diversas empresas brasileiras já
desenvolvem atividades de educação corporativa, tais como Amil,
Unimed, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Cia Vale do Rido
Doce, Eletronorte, Petrobras, Rede Globo de Televisão, Telemar,
Embratel, entre outras tantas” (idem, pág. 9).
(JUNQUEIRA, TAVARES, 2009) [...]
“As novas exigências causam insegurança ao profissional que se vê
obrigado a apresentar resultados positivos, sem que sua condição de
trabalho e remuneração sejam compensadas. Por causa da precarização
do trabalho docente nas escolas públicas, mais e mais pedagogos vêm
procurando as organizações para oferecer seus serviços. As
empresas vêm adotando uma preparação interna de seus funcionários
para ocupar determinadas funções de liderança dentro das
organizações e para isso os treinamentos se fundamenta em conceitos
como o empirismo e o tecnicismo, a junção desses dois conceitos
tanto o saber fazer como a experiência em fazer deve ser
potencializada”.
Temos que enfocar formas que levam
a aplicabilidade de novos conceitos educacionais aos ambientes
corporativos a fim de que através desses processos possamos levar o
educando do futuro às práticas empresarias que garantam maior
competitividade, mostrando a importância educacional no âmbito
empresarial e evidenciar como educadores renomados podem contribuir
de maneira muito proficuas com suas experiências educacionais no
campo da pedagogia empresarial.
O
primeiro passo, para atender as necessidades de produção que atenda
a demanda cada vez maior e com maior grau de qualidade exige a
capacitação efetiva de seu grupo de profissionais, neste sentido
temos que ter a responsabilidade para buscarmos métodos educativos
que forneçam a capacitação necessária. Evidencia-se ao longo dos
últimos anos o quão fragmentado é a capacitação do profissional
que desenvolve trabalhos em empresas de pequeno e médio porte, o
acesso à informação é caro e distante, por esse motivo as
empresas têm a responsabilidade de reversão deste quadro
caótio
através de práticas educativas eficazes.
Referências
Bibliográficas;
RICARDO,
E. J. Gestão da educação corporativa. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2007. (Biblioteca Pearson).
KNAPIK,
Janete. Gestão de Pessoas e Talentos, 3ª Ed. Curitiba, Ibepx, 2011.
CHIAVENATO,
Idalberto. Os Novos Paradigmas: como as mudanças estão mexendo com
as empresas, 5ª ed., Barueri, SP, Ed. Manoele, 2008.
FREIRE,
Paulo. Pedagogia do oprimido.
17ª
ed. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 1987.
JUNQUEIRA,
Eliana Vieira, TAVARES, Helenice Maria, Pedagogia Empresarial: Uma
Função Técnica ou Ideológica? Disponível
em: <http://www.catolicaonline.com.br>
Acesso em 07 de abril de 2013
IOSCHPE,
Gustavo. “A capacitação das pessoas é fundamental para a
competitividade das empresas e dos países” Disponível
em http://www.mbc.org.br .
Acesso em 11de abril de 2013
DRUCKER,
Peter. Sociedade pós-capitalista, São Paulo: Publifolha, 1999.
CNI,
2013 > Disponível em <http://www.economia.terra.com.br>,
Falta de Mão de Obra qualificada afeta 65% das empresas, CNI, 2013 .
Acesso em 28 de Outubro de 2013.
SCHLEMM,
Marcos Mueller. Inovação em Ambientes Organizacionais, teorias,
reflexões e prática, Editora Ibpex, Curitiba – PR, 2006.
Autor:
Wagner Mendes Passos
Filósofo e pós-graduado em Pedagogia Empresarial.
sábado, 18 de junho de 2016
“Todo
comportamento ético nos conduz a uma participação mais útil para
a sociedade”
A ética é uma atribuição inerente ao ser
humano onde mostra através de seu conteúdo de conhecimentos
discernir o que é certo ou errado, bem e mal e o que é permitido ou
proibido, sendo que esses valores estão contidos em vários
segmentos da sociedade como um todo. A partir do momento que o
individuo tem consciência dos compromissos éticos que tem para
consigo e para com o outro passa a agir em consonância com esses
princípios. Neste sentido (ALENCASTRO, 2010) enfatiza; [...] “todas
as pessoas possuem um senso ético e estão constantemente avaliando
e julgando suas ações, que, quase sempre, não envolvem apenas o
individuo, mas também as outras pessoas, que poderão sofrer as
consequências do que este fizer”.
A importância sobre a ética faz me reviver um passado onde os
valores morais religiosos vividos na época tinham um código moral
baseado nos princípios religiosos onde quase tudo era proibido com
pena de sermos conduzidos a condição de pecadores, e, portanto a
perda da condição de cidadão honrado. O tempo foi passando e esses
valores foram modificados ou substituídos por outros valores até
que hoje possuo um conceito mais elaborado com relação a princípios
éticos. A ética é um conjunto de valores elaborados e
condicionados em um código de comportamentos que visam o
comprometimento com normas, procedimentos, avaliações que estão de
acordos com as leis do país em que estou vivendo. Além desses
valores existem os conceitos éticos universais cujos procedimentos
escolhidos como principio de vida definem a boa convivência com o
próximo. Inseridos nesses valores podemos citar o respeito aos
nossos semelhantes e ao mundo que nos rodeia, neste sentido incluimos
a fauna a flora e tudo que pode dar sustentabilidade ao nosso planeta
e a vida na Terra.
Temos a priori que nos comportar de maneira tal qual possa ser bom e
útil para a comunidade que pertencemos, e esta comunidade hoje tem
um aspecto muito mais amplo e relevante que tínhamos num passado não
muito distante. Hoje estamos inseridos num mundo globalizado, um
mundo de inclusão, comportamental, ambiental, religioso, político e
social, nos colocamos abertos a este mundo através de nossos
contatos, sejam de forma virtual ou pessoal e em ambas as situações
temos que respeitar o outro da mesma forma que queremos ser
respeitados. Nesse contexto o código de conduta ética e moral
entram em ação de forma muito mais ampla do que ocorria no passado.
Analisando pelo lado Kantiano tem-se que a ética deve nos conduzir
a realização plena do puro dever e só alcançamos este grau de
plenitude agindo de forma boa e útil respeitando o outro, agindo com
comprometimento e respeito a tudo que nos cerca.
Para Kant [...]
“todas as éticas que se fundam sobre conteúdos comprometem a
autonomia da
vontade, implicam uma dependência dela e
em relação às coisas e, portanto,
comportam a heteronomia da vontade; em particular, segundo Kant é
heterônoma toda ética que se fundamente sobre a "busca da
felicidade" (eudemonismo), porque introduz fins "materiais".
O homem deve, portanto, agir não para obter a felicidade, mas
unicamente pelo puro dever. Todavia, agindo pelo puro dever, o homem
se torna "digno de felicidade". (REALE,
G., ANTISSERI D. 2005, p. 346)
Podemos concluir que a ética pode nos conduzir as condições pelas
quais nos proporcionam um estilo de vida mais útil e
consequentemente mais feliz e isso pode ser alcançado através do
respeito ao próximo, respeito às leis e principalmente respeito a
nós mesmo. Aprendendo a nos respeitar iniciamos o processo de
respeitar o outro como a nós mesmos, desta forma estaremos
comprometidos com o puro dever.
BIBLIOGRAFIAS:
REALE, Giovanni,
ANTISSERI, Dario, Historia da Filosofia de Spinoza a Kant, SP,
Paulus, 2005.
ALENCASTRO, Mario
Sergio Cunha, Ética Empresarial, Curitiba, Ibex, 2010.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
MAÇONARIA, VEÍCULO EFICAZ DO ILUMINISMO
Autor: Wagner M. Passos
O Objetivo principal
deste pequeno artigo é mostrar o quanto a maçonaria influenciou o
movimento Iluminista o qual entendo como uns dos maiores momentos da
história mundial ancorado na Liberdade, Igualdade e Fraternidade
entre os povos.
[...] O iluminismo é a filosofia hegemônica da Europa
no século XVIII. Inserindo- se em tradições diversas e não
formando um sistema compacto de doutrinas, o iluminismo se configura
como um articulado movimento filosófico, pedagógico e político que
captura progressivamente as classes cultas e a burguesia em ascensão
nos diversos países europeus. A característica fundamental do
movimento iluminista consiste em uma decidida confiança na razão
humana, cujo desenvolvimento é visto como o progresso da humanidade,
e em um desinibido uso crítico da razão dirigido:
a) a 1ibertagaçãoo em relação aos dogmas
metafísicos, aos pré-conceitos morais, as superstições
religiosas, as relações desumanas o entre os homens, as tiranias
políticas;
b) à defesa do conhecimento cientifico e técnico e dos
inalienáveis direitos naturais do homem e do cidadão. (REALE,
ANTISERI pag. 219)
A
Maçonaria foi um veiculo eficaz do Iluminismo, surgida em Londres em
1717, logo virou moda na Europa, foram maçons Goethe e Mozart,
Voltaire e Diderot, Franklin e Casanova. A primeira maçonaria
londrina correspondeu às exigências de paz e tolerância de uma
Inglaterra recém-saída de profundos contrastes políticos e
religiosos. Já a maçonaria do mundo latino mostrou-se mais
agressiva e anticlerical. E, no entanto, ela se desenvolveu
baseando-se em princípios profundamente iluministas, como a fim da
dogmática em um Deus único (foram precisamente os iluministas que
difundiram a rejeição pelo termo "dogma"), a educação
da humanidade, a amizade tolerante entre homens de culturas diversas.
As primeiras Constituições da Maçonaria, publicadas por James
Anderson em 1723, declaravam que um maçom tem a obrigação que, em
virtude do seu titulo, de obedecer a lei moral; e, se bem compreender
a arte, nunca será um estúpido ateu, nem um libertino sem
religião". Mas acrescentava: "Nos tempos antigos, os
maçons (quer dizer, os pedreiros medievais, pertencentes as
corporações de oficio) eram obrigados em cada pais a professar a
religião de sua pátria ou naquela, qualquer que fosse. Mas hoje,
deixando-os com suas opiniões particulares, é mais adequado seguir
a religião sobre a qual todos os homens estão de acordo: “ela
consiste em serem bons, sinceros, modestos e pessoas de honra,
qualquer que seja o credo que os distingue”. A Igreja logo condenou
a maçonaria (1738), nela percebendo a rejeição daquelas
proposições dogmáticas (entendidas como verdades de fé) que
considerava básicas para o cristianismo. Entretanto, a condenação
papal teve êxito apenas limitado. (REALE, ANTISERI PG 254,255).
François
Marie Arouet – conhecido como Voltaire teve enorme valor no
iluminismo, escritor, ensaísta, deísta, filósofo e iluminista
Frances, nasceu eu 21/11/1694 e faleceu em 30/05/1778, figura
extremamente controversa e um anticristão fervoroso.
Ficou
conhecido pelas suas ideias de liberdades civis, inclusive pela
liberdade religiosa e livre comércio, um dos pensadores de relevada
importância nas Revoluções Francesa e Americana.
Foi
iniciado na Maçonaria em 07/03/1778 mesmo ano de sua morte, numa das
cerimônias mais brilhantes da história maçônica mundial, na loja
Les Neuf Soeurs em Paris, foi iniciado o octogenário Voltaire
apoiado pelos braços de Benjamim Franklim, atual embaixador dos EUA
na França nesta data. Esta seção foi dirigida pelo então
Venerável Mestre Lalande na presença de 250 irmãos. O venerável
ancião, orgulho da Europa foi revestido com o avental que pertenceu
a Helvetius e que fora cedido pela sua viúva.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Voltaire)
[...]
“Les Neuf Soeurs ( As nove Irmãs) Loja Maçônica francesa GOF em
Paris, Foi fundada em 1776 por Jérôme de Lalande, teve grande
influencia na organização do apoio Frances à Revolução
Americana”.
Claude
Adrien Helvétius 26/02/1715 a 26/12/1771 filosofo e literato
Frances.
Anticlericalismo
publicou o livro Obra filosófica Do Espírito, devido
sobretudo ao seu anticlericalismo, o livro foi condenado por
uma carta
apostólica do papa Clemente XIII em 1759, com isso Helvétius
resolveu nada mais
publicar.
Benjamim
Franklim, nascido em Boston 17/01/1706 e falecido em Filadélfia em
17/04/1790, foi jornalista, edito, autor, filantropo, abolicionista,
funcionário público, diplomata, inventor.
Voltaire
não duvidava da existência de Deus e considerava o como o grande
engenheiro; que idealizou, criou e regulou o denominado mundo, para
ele Deus criou e ordenou o universo, porém, a história é assunto
dos homens. Nisto fica claro o conceito deísta de Voltaire, alguém
que admite a ideia de Deus, mais não concorda com aquele Deus que
pune, favorece e perdoa. Em virtude desta posição, condena o
ateísmo e considera um monstro muito perigoso.
Para
o deísta a existência de Deus não se baseia na fé, e sim no
resultado da razão, enquanto que a fé e superstição que vai alem
da adoração de um ser supremo (RELAE, ANTISERI, pag. 255)
[...]
Deísmo, era uma crença popular da época, uma filosofia religiosa
que afirma que existe um Deus que é uma entidade impessoal, não
sendo controladora, detalhista e frequentemente perverso, Deus
Cristão.
Voltaire
acreditava em Deus e proclamou “Se Deus não existe seria
necessário inventa-lo, porem, toda natureza proclama que ele
existe”(RELAE, ANTISERI, pag. 255)
Bibliografia;
REALE Giovanni,
ANTISERI Dario, Historia da Filosofia V.4 Ed. Paulus, SP, 2005
MANNIO, James, O
Livro completo da Filosofia Ed. Madras, SP, 2008.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
MEDITAÇÕES
DE DESCARTES
Na obra de Descartes o pensador busca através
de suas Meditações a o entendimento da existência de Deus.
Meditações metafísicas, ou Meditações
sobre a filosofia primeira, são demonstradas a existência de Deus e
a distinção entre mente e corpo
Descartes escreve Meditações, nesse período
vivia na Holanda uma terra considerada de tolerância e liberdade.
Era filho de um conselheiro do Parlamento Britânico, e apesar de
conhecer as atividades do pai, em Meditações
da Primeira a Sexta observa-se um desenvolvimento de duvidas, nesta
obra Descartes
afirma que tudo que tem ou passou pelos sentidos lhe é inato. Então,
duvidar de tudo que tem e tudo que um homem pode ter é duvidar dos
sentidos e da razão (a imaginação estaria subordinada aos
sentidos). O que veio pelos sentidos, teria sua primeira morada no
exterior à sua alma, o que não veio pelos sentidos e, no entanto,
está em sua alma, teria vindo junto com ele ao mundo – seria um
conjunto de crenças inatas.
“Descartes inicia sua obra questionando tudo
o que lhe fora ensinado pelos professores, pelos livros, pelas
viagens, pelo convívio com outras pessoas, e conclui que tudo que
teve a oportunidade de aprender tudo que conhecia era duvidoso e
incerto”
[...] “Decide, então, não
aceitar nenhum desses conhecimentos, a menos que pudesse provar
racionalmente que eram certos e dignos de confiança. Para isso,
submete todos os conhecimentos existentes em sua época e os seus
próprios a um exame crítico conhecido como dúvida metódica,
declarando que só aceitará um conhecimento, uma ideia, um fato ou
uma opinião se, passados pelo crivo da dúvida, revelarem-se
indubitáveis para o pensamento puro.” (CUAI, pag. 115)
Da Meditação Primeira;
“Das coisas que se podem colocar em dúvida”
[...] “Há já algum tempo eu me
apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas
opiniões como verdadeiras; e de que aquilo que depois eu fundei em
princípios tão mal assegurados, não podia ser senão mui duvidoso
e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente, uma vez
em minha vida, "'desfazer-me de todas as opiniões a que até
então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos,
se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas ciências”
Nesse momento coloca em duvida a
respeito dos ensinamentos que receberá em sua vida, levando a
questionar os ser verdadeiros valores.
Da Meditação Segunda;
“Da Natureza do Espírito Humano; e de como
ele é mais fácil de conhecer do que o corpo”.
Na
Segunda Meditação Descartes fala sobre a certeza da própria
existência, a certeza que prevalece sobre qualquer dúvida:
Convenci-me de que não existe
Nanda no mundo, nem céu nem terra, nem mente nem corpo. Isto implica
que também eu não exista? Não: se existe algo de que eu esteja
realmente convencido é de minha própria existência. Mas existe um
enganador de poder e astúcia supremos, que está deliberada e
constantemente me confundindo. Neste caso, e mesmo que o enganador me
confunda, sem dúvida eu também devo existir… a proposição "eu
sou", "eu existo", deve ser necessariamente verdadeira
para que eu possa expressá-la, ou para que algo confunda minha
mente.
(DESCARTES, pag.136).
Da Meditação Terceira;
“ De Deus; que ele existe”.
[...]”A Meditação que fiz ontem encheu-me o
espírito de tantas dúvidas, que doravante não está mais em meu
alcance esquece-Ias. E, no entanto, não vejo de que maneira poderia
resolvê-las; e, como se de súbito tivesse caído em águas muito
profundas, estou de tal modo surpreso que não posso nem firmar meus
pés no fundo, nem nadar para me manter à tona”.(DESCARTES, pag
124)
[...] Fecharei agora os olhos,
tamparei meus ouvidos, desviar-me-ei de todos os meus sentidos,
pagarei mesmo meu pensamento todas as imagens de coisas corporais, ou
ao menos, uma vez mal se pode fazê-lo reputá-las-ei como vãs e
como falsas; e assim, entretendo-me apenas comigo mesmo e
considerando meu interior, empreenderei torna-me pouco á pouco a mim
mesmo. (DESCARTES, pag.136).
Através da duvida e do processo meditativo vai
construindo o que veio a da Meditação Terceira, onde através do
cogito vai construindo as provas da existência de Deus.
[...] “Haverá algo por mais claro e mais
manifesto do que pensar que há um Deus, isto, é um ser soberano e
perfeito, em cuja ideia, e somente nela, a existência necessária ou
eterna está incluída, por conseguinte, que existe?” (DESCARTES
pg, 177).
Esse pensamento sobre a existência de Deus,
construído através da razão e pelo processo da duvida, leva
consequentemente a prova da existência de Deus fazendo comparações
das coisas visíveis da natureza como a Geometria, os números, e o
próprio ser. Reconhece como ser imperfeito e que a perfeição
através de seu “cogito” é propriedade de Deus
BIBLIOGRAFIAS:
DESCARTES, Renê, Obra
Escolhida, tradução de GUINSBURG e PRADO Bento Junior, 3ª Ed,
1994, Edit. Bertrand Br, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.
CHAUI, Marilena, Convite à
Filosofia, Ed. Ática, SP, 2000
LÓGICA
E CONHECIMENTO
O matemático, Bertrand Russell (1872-1970)
foi autor de uma das obras mais intrincadas do século XX Durante a
maior parte da vida, ele escreveu e publicou um grande número de
livros de divulgação científica entre eles um guia da Teoria da
Relatividade, do físico Albert Einstein, e uma história da
Filosofia ocidental. Além disso, tornou-se um conhecido através do
pensamento lógico aplicado a educação.
Russel defendia o valor do conhecimento por si
mesmo tendo com base a ideia de que ele se faz se presente na
constituição do individuo e isso faz com que modifique a relação
com o mundo
Em Ensaio em Lógica e Conhecimento
Russell diz; [...] “Entendo por "expressão denotativa"
qualquer uma das seguintes expressões: um homem, algum homem,
qualquer homem, cada homem, todos os homens, o atual rei da
Inglaterra, o atual rei da França, o centro de massa do sistema
solar no primeiro instante do século XX, a revolução da Terra ao
redor do Sol, a revolução do Sol ao redor da Terra. Por
conseguinte, uma expressão é denotativa unicamente devido a sua
forma” (REALE, ANTISSERI, 2005).
A lógica Aristotélica não era plenamente
formal, apresentava indiferença aos conteúdos e preposições e à
operações intelectuais do conhecimento. Na lógica Contemporânea
procura tornar-se puramente simbolismo do tipo matemático
[...] “Assim, como o matemático
lida com objetos que foram construídos pelas próprias operações
matemáticas, de acordo com princípios e regras prefixados e aceitos
por todos, assim também o lógico elabora os símbolos e as
operações que constituem o objeto lógico por excelência, a
proposição. O lógico indaga que forma deve
possuir uma proposição para que:
a) seja-lhe atribuída o valor de
verdade ou falsidade;
b) represente a forma do
pensamento; e
c) represente a relação entre
pensamento, linguagem e realidade” (CHAUI, 2000).
Russel define três casos para expressão
denotativa:
1) Uma expressão pode ser denotativa e,
todavia, não denotar nada; por exemplo, “o atual rei da França”.
2) Uma expressão pode denotar um objeto
definido; por exemplo, “o atual rei da Inglaterra” denota um
certo homem.
3) Uma expressão pode denotar de maneira
ambígua; por exemplo, “um homem” não denota muitos homens, mas
um homem ambíguo. A interpretação de tais expressões é um
assunto de considerável dificuldade; com efeito, é muito difícil
construir qualquer teoria não suscetível de refutação formal.
Todas as dificuldades de que tenho conhecimento.
Podemos encontra as referencias aos conceitos
donativos quando Russel define que:
[...] Os, conceitos denotativos
também pretendem explicar o funcionamento dos quantificadores.
Assim, um outro uso da detonação estaria, por exemplo, na
preposição “encontrei um homem”, que não fala sobre o
conceito "um homem", mas sobre um indivíduo particular que
realmente encontrei, como um objeto que é denotado sem ambiguidade
por esse conceito e não é constituinte da proposição. Os
conceitos denotativos são, pois, os constituintes de proposições
que falam sobre objetos que, por alguma razão, não são ou não
podem ser seus constituintes. Essas proposições falam indiretamente
sobre esses objetos denotados, pois falam
deles por intermédio de conceitos denotativos, que são seus
constituintes. Esses objetos podem abranger o singular e o plural, e
mesmo ser ambiguamente denotados. Russell vai admitir que o objeto
denotado por "algum homem" pode revelar-se paradoxal, em
cuja determinação está envolvida toda a raça humana, que existiu,
existe e existirá. (RUSSELL, Pesadores, 1ª Ed.).
[...] Suponhamos agora, que queiramos
interpretar a proposição “eu encontrei um homem”. Se isto for
verdade, encontrei algum homem definido; mas se isto não é o que
afirmo. O que afirmo é, de acordo com a teoria que defendo:
“’Eu encontrei x, e x é humano’ não é
sempre falsa”.
Geralmente, definindo a classe dos homens como
classe de objetos que tem o predicado humano, dizemos que:
“C(um homem)” significa “’C(x) e x é
humano’ nem sempre é falsa”. Isto deixa “um homem”, por si
própria, completamente destituída de significado, mas atribui um
significado a cada proposição em cuja expressão verbal “um
homem” ocorra. (RUSSELL, Pensadores, 1ª Ed.)
Russell liberta-se do idealismo, diz o
filosofo que leu Kant e Hegel bem como leu a lógica de Bradley, o
qual foi fortemente influenciado. Durante alguns anos foi discípulo
de Bradley, porém, mudou seus pontos de vista devido as
argumentações de Moore. Bradley sustentava que qualquer coisa que o
senso comum crê é mera aparência. Russell e Moore passam para o
extremo oposto , passam a pensar que é real qualquer coisa que o
senso comum, não influenciado pela religião e filosofia supõe que
seja real.
[...] Com a sensação de escapar de uma
prisão, nos permitimos que o sol e as estrelas existiriam ainda que
ninguém tivesse consciência de sua existência. [...] E foi assim
que o mundo que até então fora sutil e lógico, de repente tornou
se rico, variado e sólido. (REALE, ANTISSERI, pag. 296)
BIBLIOGRAFIAS:
CHAUI, Marilena, Convite a Filosofia, Ed. Ática, SP, 2000.
REALE,
G, ANTISSERI, D, História da Filosofia V5, Ed. Paulus, SP, 2005
Corrêa Moreira, Mestre
Lógica e Metafísica UFRJ
DEFINIÇÃO
FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA
A leitura de MONDIM aprofunda-se mais numa relação de maior
intensidade entre os fatos levantados pelo o autor, tais como os
fatores relativos à cultura, liberdade, ao espírito, a relação
imagem de Deus, e o valores absolutos.
Para o autor de Definição Filosófica da Pessoa Humana
pode-se entender com uma série de condições leva-nos a entender o
homem em sua plenitude com uma analise critica do homem como ser
cultural onde ele através desse processo interage com o mundo em que
vive.
[...] Grande parte do que nós possuímos e que fazemos desde
criança não é fruto da naturcía, mas sim da cultura. Essa é a
característica mais destacável, aquela que mais distingue o homem
dos animais e das plantas (MONDIM). É pelo processo cultural que o
homem se aproxima uns dos outros, que muda essencialmente o mundo que
o cerca, ora transformando em um mundo melhor, ora transformando em
um mundo pior, mais sempre com a intenção de muda-lo para uma
sociedade mais feliz. Ainda colocando o pensamento do autor “sem
cultura não é possível existir nem a pessoa individualmente, nem o
grupo social”.
Através da relação do homem em busca da Liberdade sabemos que o
homem nasce livre e através da condição deste com a sociedade vai
se comprometendo com o mundo e obrigatoriamente se afastando da
condição de liberdade sendo determinado pelo aspectos da sociedade
em que vive o que fica é a liberdade do intelecto, do conhecimento e
da vontade.
[...] “Na liberdade confluem as melhores energias do homem, que são
o conhecimento e a vontade. O ato livre não é um ato cego,
instintivo, mas é um ato de vontade iluminada pela razão. “Como
disse São Tomás: o ato livre requer duas condições; o consilium
ou o judicium que cabe ao intelecto e a electio, escolha, que
pertence a verdade”.(MONDIN).
Outra condição explorada refere-se a condição do espírito, esta
condição é a que difere o homem dos demais animas e do reino
vegetal esta é a condição que faz do homem aquele que tem a
capacidade de interferir e mudar o que esta a sua volta nesse
aspecto.
[...]
Da
espiritualidade do ser profundo do homem a que costumamos dar o nome
de anima, existem muitos indícios: a autoconsciência, a reflexão,
contemplação, o colóquio, a adoração, a auto transcendência
etc.. (MONDIN) para o autor o espírito só espírito se é livre.
Radhacrishnan,
máximo filósofo indiano do século XX, escreveu:
O verdadeiro humanismo nos ensina que existe no homem
alguma coisa de maior do que aquilo que aparece à sua consciência
ordinária, algo que gera ideias e pensamentos, uma presença
espiritual mais sutil, que o torna insatisfeito de suas conquistas
puramente terrenas (apud MONDIN).
A imagem de Deus “ O Homem é teomorfo” esses
ensinamentos partem dos Padres da Igreja Escolástica seguindo as
ideia de Platão e levada para Igreja Cristã através de Boaventura
e São Tomás, onde trás que o homem é a imagem e semelhança de
Deus definindo o homem é um projeto uma obra acabada, sendo a maior
obra de arte onde não encontra semelhança nos animais, nas plantas
e nem mesmo nos astros.
[...]” O modelo, sobre o qual o homem deve decalcar o
desenho da sua própria personalidade, não pode encontrá-lo nas
criaturas inferiores: nem nas plantas, nem nos animais, nem nos
astros. Nem mesmo no melhor dos outros homens, porque por mais que
possa ser bom, inteligente, sábio, forte, santo, os homens são
sempre dotados de uma humanidade imperfeita. De resto, a humanidade
primitiva não pode avaliar-se pela exemplaridade de nenhum outro ser
humano. O único modelo adequado à inspiração de infinitude do
homem, encontra-se inscrito na própria espiritualidade”.
Valores absolutos, o homem a partir deste prisma é
visto através da sua dignidade de seu caráter, ou seja, de seus
valores esta condições que nos coloca o autor sobre o ser humano
inserido no conceito de valores absolutos.
[...] A interpretação teocêntrica
e teomórfica da
realidade humana é a única capaz de explicar e fundar o valor
absoluto da pessoa. Porque, com efeito, não se compreende, nem se
sustenta, o valor absoluto da pessoa humana até que não se alcance
a sua fonte, o Absoluto Valor. Ele é o valor que valoriza e que
consagra definitivamente, para a eternidade, o absoluto valor homem.
De outro lado, afirmar que o homem é um valor absoluto e reconhecer
nele valores absolutos (verdade, bondade, justiça, sabedoria, amor
etc.) como ideais que se realizam, sem admitir o Valor primeiro
subsistente, é um admitir, contraditoriamente, o divino sem Deus.
(MONDIN).
[...] Infelizmente o homem, em nome da liberdade, submeteu-se à necessidade e ao consumo desenfreado. Essa autolimitação deformou seu humanismo, que o elevava por cima das coisas.
Através dos conceitos analisados relativos à cultura,
liberdade, ao espírito, a relação imagem de Deus, e o valores
absolutos onde colocamos (verdade, bondade, justiça, sabedoria,
amor). O ser humano só pode ser considerado um ser humano
verdadeiro, quando permite que essas condições de valores façam
parte do se cotidiano, principalmente no que diz respeito ao amor ao
próximo e se colocar sempre no lugar do outro quando da tomada de
uma decisão.
Porém muito nos entristece quando vemos o homem dominado pelas
mazelas do mundo contemporâneo onde só o consumismo interessa, não
tendo olhos para as belezas dos conceitos aqui colocados.
BIBLIOGRAFIAS:
MONDIN,
Battista, Definição Filosófica da Pessoa Humana ,
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
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